Fabricante de produtos médico-cirúrgicos

O Papel da CCIH na Seleção de Dispositivos Médicos e na Prevenção das IRAS

O papel da CCIH na seleção de dispositivos médicos e na prevenção das IRAS
O papel da CCIH na seleção de dispositivos médicos e na prevenção das IRAS

Entenda o papel da CCIH na seleção de dispositivos médicos, na prevenção das IRAS e na promoção da segurança do paciente nos serviços de saúde.  

A CCIH, sigla para Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, corresponde ao órgão técnico e consultivo das instituições de saúde. Essa comissão estrutura o Programa de Controle de Infecções Hospitalares em cada hospital. Compreender o papel da CCIH na seleção de dispositivos médicos e na prevenção das infecções hospitalares, também chamadas de IRAS, sigla para Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde, esclarece um ponto central. Dessa forma, o órgão promove, na prática, a segurança do paciente nos serviços de saúde.

Para gestores hospitalares e equipes de suprimentos, conhecer a atuação dessa comissão facilita o diálogo entre compras, farmácia e assistência clínica. Além disso, hospitais que integram o órgão às compras de dispositivos médicos tendem a reduzir falhas de conformidade e infecções. Dessa forma, a CCIH se torna uma aliada estratégica também na governança de insumos, e não apenas um setor técnico isolado.

O que é a CCIH e Qual seu Papel na Segurança Hospitalar

A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) é o órgão responsável por planejar, executar e fiscalizar as ações de prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde dentro de uma instituição. De acordo com o Portal da Legislação da Presidência da República, a existência da CCIH não é uma escolha institucional, mas uma exigência legal sancionada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso em 6 de janeiro de 1997, determina que todos os hospitais do país mantenham um Programa de Controle de Infecções Hospitalares. Na sequência, a Portaria nº 2.616, assinada por Barjas Negri, ministro interino da Saúde à época, em 12 de maio de 1998, detalhou a composição e as atribuições deste colegiado. A seguir, este artigo mostra como a CCIH atua na prática hospitalar e por que sua participação na escolha de dispositivos apirogênicos e estéreis é indispensável para a segurança do paciente. 

A CCIH constitui um órgão técnico, consultivo e normativo. Sua principal atribuição envolve desenvolver, implementar e avaliar continuamente o Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH) de cada instituição. Nesse sentido, a comissão assume a responsabilidade pela redução da incidência e da gravidade das infecções relacionadas à assistência à saúde.

Vale destacar que a legislação brasileira classifica a infecção hospitalar, também chamada de infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS). Trata-se de qualquer infecção adquirida após a internação do paciente. Ela pode se manifestar durante a internação ou mesmo após a alta hospitalar, desde que relacionada ao cuidado prestado. Por isso, a vigilância contínua da CCIH acompanha o paciente para além do período de internação.

Entre os principais fatores de risco para IRAS estão os procedimentos invasivos, como o uso de cateteres vasculares, sondas vesicais e ventilação mecânica. Extremos de idade, como recém-nascidos e idosos, também aumentam a vulnerabilidade dos pacientes. Diante disso, o órgão direciona esforços específicos para os setores hospitalares que concentram esse tipo de procedimento, como UTIs e centros cirúrgicos.

Composição e Atuação da CCIH no Cotidiano Hospitalar

A Portaria nº 2.616/1998 organiza a comissão em dois grupos complementares. Os membros consultores reúnem representantes da medicina, enfermagem, farmácia, microbiologia e administração hospitalar. Já os membros executores respondem pela implementação prática do PCIH, e a portaria exige, no mínimo, um médico e um enfermeiro nessa função.

No cotidiano hospitalar, o órgão implanta o sistema de vigilância epidemiológica hospitalar das infecções e elabora normas técnicas de prevenção. Ele também promove educação continuada para as equipes assistenciais e supervisiona o uso racional de antimicrobianos e germicidas. Consequentemente, a equipe investiga surtos e propõe medidas imediatas de contenção quando necessário.

A higienização das mãos permanece como a medida mais eficaz de prevenção de infecção hospitalar. Entretanto, o controle de infecção hospitalar também depende da limpeza de ambientes e da qualidade da água e do ar. Rotinas específicas para lavanderia hospitalar completam esse conjunto de medidas.

O Papel da CCIH na Seleção de Dispositivos Médicos

Além da vigilância epidemiológica, a CCIH atua como assessoria técnica direta da direção hospitalar. Essa assessoria orienta decisões sobre estrutura física, protocolos de controle de infecção e, principalmente, aquisição de insumos relacionados à biossegurança. Assim, a escolha de dispositivos médicos deixa de ser apenas uma decisão de suprimentos e passa a envolver critérios clínicos e epidemiológicos.

Cateteres vasculares, por exemplo, figuram entre os dispositivos médicos mais associados às infecções da corrente sanguínea relacionadas a cateter, também chamadas de CLABSI. Esse risco aumenta quando fabricantes ou equipes não seguem os critérios técnicos adequados durante a fabricação ou o manuseio. Por essa razão, a comissão costuma avaliar atributos como esterilidade, apirogenicidade e biocompatibilidade antes de validar cada novo dispositivo médico. Essa avaliação contribui diretamente para a prevenção de CLABSI.

Equipes de suprimentos que compreendem esse processo qualificam melhor seus fornecedores. Um exemplo é o checklist completo para compras hospitalares da Biomedical, que orienta essa escolha técnica e ajuda a garantir dispositivos médicos seguros. Vale destacar que hospitais com CCIH atuante apresentam melhores indicadores de infecção hospitalar e maior confiança da comunidade assistida. Portanto, integrar o órgão às compras não representa apenas conformidade regulatória. Trata-se de uma estratégia de segurança do paciente e de sustentabilidade hospitalar.

CCIH e o Portfólio da Biomedical

A Biomedical EPMC atua há mais de quatro décadas na fabricação nacional de dispositivos médico-hospitalares, com Certificado de Boas Práticas de Fabricação da ANVISA. Seu portfólio inclui:

 A Biomedical desenvolve e oferece cada dispositivo com atenção à esterilidade e à apirogenicidade exigidas pelas rotinas de uma CCIH ativa. Assim, hospitais que buscam fornecedores alinhados aos critérios técnicos da comissão encontram, na Biomedical, tradição e conformidade regulatória consolidadas.

Gestores de suprimentos podem ler mais sobre os tipos de cateteres e para que eles servem. Assim, equipes de compras hospitalares verificam as especificações técnicas de cada dispositivo. Para dúvidas específicas sobre biossegurança e conformidade, a equipe comercial da Biomedical permanece disponível para apoiar hospitais e clínicas em todo o país.

~*ATENÇÃO

As informações apresentadas neste blog têm caráter informativo e se baseiam em literatura e fontes institucionais confiáveis. Elas não substituem o julgamento, treinamento ou decisão de um profissional de saúde habilitado.

Fontes Consultadas

ANVISA — Agência Nacional de Vigilância Sanitária Consultada para contextualização sobre o programa nacional de prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde e a promoção da segurança do paciente. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-aprova-programa-nacional-de-prevencao-e-controle-de-infeccoes-em-servicos-de-saude

Fale conosco pelo WhatsApp!

Inscreva-se em nossa newsletter

Receba novos materiais diretamente por
e-mail.

Fale conosco pelo WhatsApp!

Categorias

Leia mais

O Papel da CCIH na Seleção de Dispositivos Médicos e na Prevenção das IRAS

O Papel da CCIH na Seleção de Dispositivos Médicos e na Prevenção das IRAS

Entenda o papel da CCIH na seleção de dispositivos médicos, na prevenção das IRAS e na promoção da segurança do

Resistência, flexibilidade e segurança: Entenda o que é Silicone grau cirúrgico 

Resistência, flexibilidade e segurança: Entenda o que é Silicone grau cirúrgico 

Entenda o que é o silicone grau cirúrgico, suas propriedades, aplicações em dispositivos médicos, vantagens, biocompatibilidade e importância para a

Preencha os campos abaixo para receber o catálogo por e-mail: