Pronúncia: nu-tri-ÇÃO pa-ren-te-RAL
Fonética aproximada: /nu.tɾi.siˈɐ̃w pa.ɾẽ.teˈɾaw/
A Nutrição Parenteral é a administração de nutrientes diretamente na corrente sanguínea, por meio de um cateter inserido em uma veia. Assim, o método contorna todo o sistema digestivo e atende pacientes que não podem se alimentar por via oral ou enteral. Além disso, a Terapia Nutricional Parenteral (TNP) se classifica como parcial ou total, conforme a proporção das necessidades calóricas atendidas. Ademais, a terapia também se classifica como central ou periférica, de acordo com o calibre da veia de acesso. Nesse contexto, suas soluções combinam glicose, aminoácidos, lipídios, eletrólitos e vitaminas, indicadas em quadros de falência intestinal e desnutrição grave.
Em resumo
- O que é: administração de nutrientes diretamente na corrente sanguínea, por acesso venoso, sem uso do trato digestivo.
- Indicação de uso: pacientes com contraindicação absoluta à via enteral ou que não atingem a meta nutricional apenas pelo trato gastrointestinal.
- Composição da solução: glicose, aminoácidos, lipídios, eletrólitos e vitaminas, ajustados às necessidades individuais do paciente.
- Tipos principais: parcial ou total, conforme a proporção das necessidades calóricas atendidas; central ou periférica, conforme a veia de acesso.
- Quem pode utilizar: equipe multiprofissional treinada — médicos, enfermeiros, farmacêuticos e nutricionistas — sob prescrição e monitoramento contínuo.

Tipos de nutrição parenteral: total, parcial, central e periférica
A nutrição parenteral admite duas classificações complementares. A primeira considera a proporção das necessidades nutricionais atendidas; a segunda, o tipo de veia usada no acesso.
- Nutrição parenteral parcial: complementa outras formas de alimentação, quando o paciente ainda se alimenta, mas apresenta desnutrição ou necessidades calóricas adicionais.
- Nutrição parenteral total (NPT): fornece a totalidade dos nutrientes por via intravenosa, para pacientes que não conseguem utilizar o sistema digestivo.
- Nutrição parenteral central: administrada por uma veia de grande calibre, geralmente a veia cava superior, o que permite concentrações mais altas de nutrientes.
- Nutrição parenteral periférica: administrada por uma veia de menor calibre, útil para suporte temporário e de acesso mais rápido.
Dessa forma, a escolha entre essas modalidades depende do estado clínico do paciente, do tempo previsto de terapia e do acesso venoso disponível.
Composição das soluções e indicações clínicas
As soluções reúnem os seis nutrientes essenciais: água, carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e minerais. Assim, uma equipe multiprofissional calcula a fórmula a partir do histórico clínico e dos exames do paciente. Além disso, cada dose é preparada para 24 horas e permanece refrigerada até o momento da infusão.
No Brasil, a Portaria nº 272/1998, do Ministério da Saúde, regulamenta a Terapia de Nutrição Parenteral. Dessa forma, ela fixa os requisitos mínimos para a prática, incluindo as boas práticas de preparação. Além disso, a terapia é indicada em cirurgias abdominais complexas, obstruções intestinais e doenças inflamatórias intestinais graves. Ademais, indica-se na síndrome do intestino curto e na prematuridade extrema, sempre que a via enteral for contraindicada ou insuficiente.
Vias de acesso e administração da nutrição parenteral
A administração exige um cateter venoso, inserido por punção percutânea. Nesse contexto, o posicionamento segue a técnica de Seldinger. Três dispositivos são comumente utilizados. O cateter tunelizado sai da pele por um ponto distante da punção. O cateter totalmente implantado mantém uma porta de acesso sob a pele. Já o cateter central de inserção periférica (PICC) é indicado quando a terapia dura menos de seis semanas.
[IMAGEM: ilustração comparando os três tipos de cateter usados na administração da nutrição parenteral — cateter tunelizado, cateter totalmente implantado e cateter PICC — com destaque para o trajeto de cada dispositivo sob a pele]
Cada infusão leva de 10 a 12 horas para ser completamente transferida da bolsa para o organismo, podendo ocorrer durante o período noturno. Dessa maneira, hospitais, clínicas e serviços de atenção domiciliar realizam a terapia. Por isso, a equipe mantém rígidos padrões de assepsia e reduz o risco de contaminação do cateter.
Perguntas frequentes sobre Nutrição Parenteral
- Qual a diferença entre nutrição parenteral e nutrição enteral?
Na nutrição parenteral, os nutrientes entram direto na corrente sanguínea, por um cateter. Por outro lado, na enteral, eles passam pelo trato gastrointestinal, via sonda. - Por quanto tempo a terapia pode ser usada?
Ela pode durar de poucos dias a períodos muito mais extensos, conforme a condição clínica.
Termos relacionados a Nutrição Parenteral
- Cateter CVC: dispositivo inserido em veia central de grande calibre, também utilizado para infundir soluções parenterais.
- Cateter PICC: cateter de inserção periférica indicado para terapias nutricionais de média e longa duração.
- Cateter Umbilical: acesso vascular neonatal também empregado nessa terapia em recém-nascidos.
Nutrição Parenteral Biomedical
A Biomedical EPMC atua desde 1979 no desenvolvimento e na fabricação de produtos médico-hospitalares voltados ao acesso vascular. Ao longo desse percurso, a empresa soma mais de 46 anos de tradição no setor e presença em mais de 2.000 hospitais brasileiros. Além disso, seus processos seguem as exigências regulatórias da ANVISA, com rastreabilidade completa dos dispositivos.
O portfólio de cateteres contempla as linhas empregadas nessa terapia. Assim, o Cateter CVC é fabricado em poliuretano termossensível e radiopaco, disponível nas versões uni, duplo e triplo lúmen. Já o Cateter PICC é oferecido em poliuretano e, também, em silicone grau médico.
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