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Hemodiálise

Pronúncia: he-mo-di-Á-li-se
Fonética aproximada: /e.mo.dʒi.ˈa.li.zi/

Hemodiálise é um procedimento médico que substitui, de forma artificial, parte da função de filtragem dos rins. Nele, uma máquina faz o sangue do paciente circular por um filtro externo, o dialisador. Esse filtro remove toxinas, excesso de líquidos e eletrólitos antes de devolver o sangue tratado ao corpo. Essa circulação extracorpórea depende de um acesso vascular, que pode ser uma fístula arteriovenosa ou um cateter venoso central. Nefrologistas indicam a hemodiálise sobretudo para pacientes com insuficiência renal aguda ou crônica em estágio avançado, como parte da terapia renal substitutiva.

Em resumo

  • O que é: procedimento que usa uma máquina para filtrar o sangue, substituindo temporariamente parte da função renal.
  • Indicação: insuficiência renal aguda ou crônica avançada, quando os rins não conseguem mais depurar o sangue.
  • Acesso vascular: fístula arteriovenosa ou cateter venoso central.
  • Duração e frequência: sessões de cerca de quatro horas, geralmente de duas a sete vezes por semana.
  • Quem realiza: equipe médica e de enfermagem especializada, em serviços habilitados junto à ANVISA.

Breve Histórico

No início do século XX, pesquisadores começaram a testar a remoção artificial de toxinas do sangue em modelos animais. Na década de 1940, o médico holandês Willem Kolff deu um passo decisivo. Ele desenvolveu o primeiro rim artificial funcional, com tubos de celofane enrolados em um tambor rotatório, tornando possível a diálise em humanos.

Nas décadas seguintes, o desafio passou a ser garantir um acesso vascular seguro para sessões repetidas. Assim, na década de 1960, o shunt de Scribner-Quinton passou a conectar externamente uma artéria e uma veia, viabilizando o tratamento crônico. Pouco depois, Brescia e Cimino desenvolveram a fístula arteriovenosa interna, reduzindo complicações. Ao mesmo tempo, os cateteres para hemodiálise evoluíram do polietileno rígido para materiais mais biocompatíveis, como o poliuretano e o silicone.

Como funciona a hemodiálise

Basicamente, a máquina recebe o sangue do paciente pelo acesso vascular e o impulsiona até o dialisador por meio de uma bomba. Dentro desse filtro, o sangue entra em contato com uma solução chamada dialisato. Uma membrana semipermeável separa os dois líquidos e retira o excesso de água, sais minerais e substâncias tóxicas. Em seguida, o sangue já limpo retorna ao paciente. O procedimento também remove resíduos como ureia e creatinina. Além disso, ajuda a controlar a pressão arterial e o equilíbrio de sódio e potássio.

Tipos de acesso vascular para hemodiálise

A circulação extracorpórea exige um ponto de entrada e saída seguro. A escolha do acesso depende do tempo de tratamento previsto e da condição clínica do paciente:

  • Fístula arteriovenosa (FAV): criada cirurgicamente ao unir uma artéria e uma veia, geralmente no braço. O objetivo é engrossar a veia e permitir punções repetidas com agulhas. Por isso, é a opção preferencial para tratamentos prolongados.
  • Cateter venoso central para hemodiálise: tubo flexível inserido em uma veia de grande calibre, como a subclávia, jugular ou femoral. Médicos optam por esse acesso quando o tratamento precisa começar rapidamente, ou quando a fístula ainda não está pronta. Existem diversas opções e modelos, tanto de curta quanto de longa permanência, conforme a necessidade do paciente.

Cada acesso exige cuidados específicos de higiene e manuseio. Assim, reduz-se o risco de obstrução, infecção ou trombose ao longo do tratamento.

Indicações, frequência e regulamentação no Brasil

Um nefrologista indica a hemodiálise após avaliar exames como dosagem de ureia, creatinina e potássio no sangue, além da taxa de filtração glomerular. Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, o tratamento costuma durar cerca de quatro horas por sessão. Essas sessões se repetem de duas a sete vezes por semana, conforme o estado clínico do paciente. No Brasil, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 11/2014 da ANVISA estabelece os requisitos de boas práticas para os serviços de diálise. Entre eles, estão o controle da água usada no tratamento e a exigência de equipamentos regularizados junto à Agência. Já o Ministério da Saúde estima que mais de 180 mil brasileiros estejam em terapia renal substitutiva. Em nível global, a Organização Mundial da Saúde aponta que centenas de milhões de pessoas convivem com algum grau de doença renal crônica.

Perguntas frequentes sobre hemodiálise

  • Quanto tempo dura uma sessão de hemodiálise? Em geral, cerca de quatro horas, repetidas de duas a sete vezes por semana, conforme a indicação do nefrologista.
  • Qual a diferença entre hemodiálise e diálise peritoneal? A hemodiálise filtra o sangue fora do corpo, com máquina e dialisador. Já a diálise peritoneal usa o peritônio do próprio paciente como membrana filtrante.

Termos relacionados a Hemodiálise

  • Cateter CVC: dispositivo tubular usado para acesso venoso central, também empregado em terapias além da hemodiálise.
  • Cateter para Hemodiálise: cateter de duplo ou triplo lúmen, projetado para suportar o alto fluxo sanguíneo da diálise.
  • Biocompatibilidade: capacidade de um material médico funcionar em contato com o corpo sem causar reações adversas.
  • Poliuretano: polímero termoplástico usado em cateteres de hemodiálise de curta permanência.
  • Cateter PICC: Cateter venoso central inserido em vias periféricas.

O papel da Biomedical na Hemodiálise

A Biomedical EPMC atua desde 1979 no desenvolvimento de dispositivos médico-hospitalares. Hoje, soma mais de 46 anos de mercado e presença em mais de 2.000 hospitais brasileiros. Sua planta industrial possui certificação ANVISA de Boas Práticas de Fabricação, o que garante conformidade regulatória em toda a linha de dispositivos vasculares.

A linha de cateteres para hemodiálise da Biomedical reúne modelos de duplo e triplo lúmen, em vias retas ou curvas. A Biomedical fabrica os modelos de curta permanência em poliuretano. Já as versões de longa permanência usam silicone com cuff de fixação subcutânea. Além disso, a Biomedical também oferece o cateter para diálise peritoneal como uma das soluções de sua linha. Conheça as especificações completas de cada modelo em bio.com.br.

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